Inteligência Relacional, pioneira em educação socioemocional, inaugura base internacional na Holanda



Com o objetivo de ampliar a visão sobre educação, novas culturas e mercados, há cerca de um ano, a empresa brasileira iniciou uma jornada de pesquisa e investigação para estabelecer sua base internacional em Haia.

Sediada em Ribeirão Preto (SP), com mais de 25 anos de mercado e alcançando mais de 700 mil alunos em todo o território nacional, em 2018, a Inteligência Relacional com suporte da FindBrazil, associação multissetorial que apoia a expansão de empresas brasileiras no exterior, e da Netherlands Foreign Investment Agency, estabeleceu uma base de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Holanda, na cidade de Haia, conhecida mundialmente como capital da justiça e da paz.

“Entendemos que, mais do que nunca, é preciso apoiar o cenário educacional brasileiro na migração do foco de simples transmissão de conteúdos para uma educação que contemple dimensões de religação de saberes no dia a dia de educandos e educadores. Diminuir ruídos em seus espaços de convivência é, para nós, uma missão que envolve entregar ainda mais inovação ao fazer pedagógico com apoio de tecnologias educacionais significativas", comenta Karen Kroll, gerente de desenvolvimento de produtos da Inteligência Relacional.

Em Haia, a empresa brasileira vai operar a partir do The Hague Tech, que é um hub formado por aceleradoras de negócios, startups, investidores e empresas que atuam com tecnologia e inovação. A empresa holandesa funcionará como “braço” para pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias e metodologias educacionais. Com esta iniciativa a Inteligência Relacional ampliará seu olhar sobre inteligência artificial, realidade aumentada, gamificação e outras tecnologias educacionais, com o objetivo de tornar a experiência dos alunos única e prazerosa, focando nas necessidades individuais. “Um dos grandes desafios deste projeto foi não ter um mercado-alvo definido, mas apenas os critérios para a escolha do país que seria instalada a base internacional para pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias educacionais. Foi um processo bastante interessante, que permitiu o aprofundamento sobre o tema educação socioemocional e sobre a indústria de educação em países como Canadá, Estados Unidos e Finlândia, por exemplo”, comenta Natasha Hill, gerente de desenvolvimento de negócios da Associação FindBrazil.

Critérios como competitividade, inovação, mão de obra e ambiente fiscal foram determinantes para a escolha do país para instalação da empresa. Dentre os locais pré-selecionados, a Holanda apresentou o melhor desempenho. Em conjunto com os gestores da Inteligência Relacional foram realizadas missões para aprofundar o entendimento sobre as oportunidades, quando foi possível ter um contato mais amplo com o mercado local, universidades e governo. O processo teve apoio da Netherlands Foreign Investment Agency, agência governamental que assessora empresas estrangeiras em todas as fases de estabelecimento, implantação e expansão de suas atividades internacionais na Holanda.

A Holanda funciona como uma porta de entrada para a Europa, com uma mão de obra altamente qualificada e multilíngue, onde 90% dos holandeses falam inglês. A facilidade de fazer negócios, o baixo custo e a qualidade de vida são outros atrativos. As empresas que estabelecem atividade econômica substancial na Holanda têm o mesmo acesso a subsídios e financiamentos que as companhias holandesas. São programas de incentivo como o WBSO, que é um benefício fiscal que oferece compensação por investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além disso, alguns organismos da Holanda oferecem bolsas de investimento regional para atrair negócios de todo o mundo.

"A velocidade das mudanças em nossa época tem refletido de forma radical nos processos educativos. O futuro, já não tão longínquo em nossas percepções, traz no próximo segundo modificações profundas em nossas vivências, atuações, profissões. Neste contexto, pensadores da educação contemporânea nos lembram a todo instante sobre a necessidade de se estimular a inteligência geral nos ambientes que fomentam o ensino e a aprendizagem. Isso significa, entre outras questões, que colaboração, comunicação, criatividade e pensamento crítico, de forma dinâmica e permanente, devem embasar uma educação que privilegia competências para a vida e bem-estar”, conclui Karen Kroll.

O Programa de Educação Socioemocional da Inteligência Relacional

Com rico embasamento teórico, o programa tem como objetivo promover o desenvolvimento de competências socioemocionais e habilidades de vida e bem-estar que contribuem para a redução da violência e melhoria dos índices de aprendizagem e da convivência. Advindo das contribuições teóricas e científicas de educadores, psicólogos, filósofos e sociólogos, é alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a outros documentos oficiais que norteiam a educação.

A aquisição destes conhecimentos, atitudes e habilidades são necessárias para entender e gerenciar emoções, definir e alcançar objetivos positivos e empatia para os outros, estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e tomar decisões responsáveis. Este conjunto de conhecimentos tem sido importante nas escolas brasileiras, melhorando a convivência entre os alunos, professores e família, contribuindo também para a melhoria dos índices de aprendizagem e redução de diferentes tipos de violência.

A implantação do programa nas escolas é iniciada por meio da realização de palestras e reuniões sobre o tema, envolvendo todos os stakeholders, que embarcam num processo coletivo de aprendizado, seguida da capacitação dos professores que atuarão como facilitadores nas salas de aula no dia a dia. Para aplicação dos conteúdos, a empresa desenvolveu um material pedagógico completo e exclusivo, com livros impressos e digitais, nas versões educando e educador, que apresentam estratégias psicopedagógicas envolventes e lúdicas, atividades e conteúdos pertinentes à faixa etária e ao ano escolar.



Fonte: Equipe da Inteligência Relacional