Uma escola que além de ensinar os conteúdos propostos pelo currículo, ensina a empatia, o respeito, o diálogo, a tolerância e a cooperação. É desta forma que o Colégio e Escola Técnica da Fundação Educacional de Barretos (CETEC) trabalha há cinco anos: proporcionando uma educação para a vida.

Desde 2014, por meio de uma parceria com a organização Inteligência Relacional, a instituição privada passou a desenvolver os conteúdos de Educação Emocional e Social com alunos do Ensino Fundamental II. Uma vez por semana e aplicada em 1 hora/aula, a metodologia promove o desenvolvimento de habilidades socioemocionais que contribuem para a redução da violência e melhoria da convivência e aprendizagem. 

Na última segunda-feira (11), durante uma visita de Acompanhamento Pedagógico realizada pela consultora pedagógica da Inteligência Relacional, Gabriela de Biaggio, foi possível observar as conquistas alcançadas ao longo dos anos de implantação. “Tenho acompanhado o desenvolvimento da metodologia no colégio desde 2016 e é prazeroso ver o quanto a instituição como um todo se engaja em transcender os moldes de educação tradicionais. É muito gratificante perceber o amadurecimento dos educadores no desenvolvimento das práticas durante as aulas e encontrar educandos tão motivados com suas competências emocionais ainda mais aprimoradas”, analisa a consultora.

Os elogios não param por aí. Os professores responsáveis por desenvolver a metodologia de Educação Emocional e Social e a equipe gestora da instituição não pouparam adjetivos e sorrisos ao falar sobre o quanto as aulas de educação socioemocional têm contribuído com a formação dos alunos e a importância de trabalhar o conteúdo no ambiente escolar.

A professora de Inglês, Janahyna Flausino, conta que desde quando começou a dar aulas de Educação Emocional e Social a relação com os alunos melhorou. “Eu aprendo junto com eles, em todas as aulas da metodologia. Percebi que a minha conexão com a sala se fortaleceu. Eles estão mais calmos, participativos, com mais facilidade em compartilhar suas vivências comigo e com a sala. A própria relação entre eles também melhorou muito”, diz.

Assim como a Janahyna, o professor de Geografia, Régis Ferreira, também notou as mudanças de comportamento dos alunos do colégio. “As crianças aprenderam a dialogar, ouvir, se expressar, respeitar, dividir e cooperar. Todos os professores do colégio comentam sobre as mudanças que sentiram, inclusive fazem comparações de como eram os alunos antes das aulas de Educação Emocional e Social e como são hoje, com o desenvolvimento desse trabalho”, comenta.

A professora de Língua Portuguesa, Lívia Gomes, destaca a metodologia como um recurso que ajuda os jovens a conhecer, regular e lidar com as emoções que estão sentindo. “Nessa faixa etária, adolescência, surgem um turbilhão de emoções a todo momento. Quando a escola passa a trabalhar essas funções do aluno, as aulas fluem melhor, o aprendizado acontece e eles conseguem se desenvolver. Em véspera de avaliações, por exemplo, eles me cobram pelas aulas de Educação Emocional e Social e isso tem os ajudado a ficarem mais calmos e focados”, conta.

Para a coordenadora pedagógica, Elsa Fonseca de Souza, as escolas se preocupam muito com o ensino técnico e cognitivo e se esquecem de olhar para o aluno como ser humano, em suas particularidades. “Aqui no CETEC é diferente. Nós damos voz ao aluno, damos a oportunidade de aprenderem sobre as emoções e falarem a respeito delas. Dessa forma, nos acolhemos e trabalhamos de forma integral. Tudo isso traz grandes benefícios para todos, desde alunos, professores, até para nós da direção. Sem dúvidas é uma ação que tem gerado muito sucesso”, destaca.

Pioneirismo em Educação Emocional e Social em Barretos 

Em 2017, a Educação Emocional e Social, inovação pedagógica que surge da confluência de diversos ramos do conhecimento como a Pedagogia, a Neurociência, a Psicologia e as Ciências Sociais, foi inserida na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em três das dez diretrizes vigentes. A empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, alicerces da construção de uma Cultura de Paz e produtos da Educação Emocional e Social, aparecem como essenciais entre as competências gerais da BNCC.

Antes mesmo do documento ser homologado, o CETEC já havia se preocupado em proporcionar uma educação integral que vai além dos conteúdos curriculares tradicionais. Com a realização do trabalho de educação socioemocional é possível prevenir situações de estresse, bullying, uso e abuso de álcool e drogas, depressão e violência, por meio do desenvolvimento da empatia, do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação, alicerces da construção de uma Cultura de Paz, presentes na Lei Antibullying, sancionada no último dia 14 de maio e também parte integrante da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Fonte: Inteligência Relacional