Espaços acolhedores e coloridos, com pessoas dedicadas e empenhadas, unidas em prol de uma educação humanizada e integral. Assim, são as unidades das Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo de São Paulo que, desde 2015, por meio de uma parceria de responsabilidade social com a Inteligência Relacional, desenvolvem os conteúdos da metodologia de Educação Emocional e Social. Ao todo, cerca de 800 crianças e adolescentes e 82 educadores são contemplados com o trabalho de educar para as emoções  que visa reduzir a violência, melhorar a convivência e construir uma Cultura de Paz.

No dia 21 de agosto, a consultora pedagógica da Inteligência Relacional, Laura Marangoni, realizou visitas de Acompanhamento Pedagógico realizado nas unidades Dona Diva, Vila Morse e CEI Ser (Santo Estevão Rei), para observar e apoiar o desenvolvimento do trabalho. "Cada unidade do Mosteiro São Geraldo demonstra muita preocupação com suas crianças, trabalhando com cuidado e persistência. Já foi possível ver crianças entre dois e três anos com uma forte consciência emocional, sabendo dizer a emoção sentida e o porquê. Além disso, nas unidades que atuam com os adolescentes, os educadores destacaram o quanto o grupo do diálogo foi fundamental para se trabalhar o contexto que vivenciam na comunidade e que provavelmente não se teria outro espaço para esses jovens falarem sobre as emoções”, diz Laura.

O dia de visitas começou pela manhã, no Centro Social Dona Diva, sob a orientação da coordenadora de educação no CCA (Centro para Crianças e Adolescentes), Miriam Eller. “É incrível acompanhar a evolução das crianças no aprendizado das emoções. Elas conseguem nomear e identificar suas emoções e as emoções do outro. Vejo que a educação socioemocional também contribuiu muito na melhoria de comportamento e relacionamento entre eles. Hoje se expressam com mais clareza e facilidade, são abertos ao diálogo e sabem se colocar e falar o que estão sentindo. Sem dúvidas é um avanço muito grande para todos nós”, comenta Miriam.

Em seguida, a coordenadora de educação do CEI (Centro de Educação Infantil), Luana Monteiro da Silva, apresentou alguns vídeos do desenvolvimento das atividades em sala de aula com os pequenos e se mostrou muito empolgada com as vivências. “Algumas crianças já possuem contato com a educação emocional desde o berçário, e quando migram para o Infantil I e II se mostram familiarizadas com alguns conceitos, emoções e até mesmo com os personagens da Coleção Liga Pela Paz. Também temos recebido muitos feedbacks das famílias em relação ao que eles estão aprendendo. Na reunião de pais, os familiares comentam as intervenções que elas fazem em momentos de conflitos e ensinam os adultos como se acalmarem. Tudo isso tem sido muito gratificante”, comemora Luana.  Na unidade Dona Diva, cerca de 140 alunos da Educação Infantil e 120 crianças e adolescentes são beneficiados com a educação socioemocional. 

O próximo destino foi a unidade Vila Morse, no CEI (Centro de Educação Infantil) Dom José Gaspar. Em círculo e com grandes fichas-rostinho, os pequenos identificaram as emoções presentes nas histórias e demonstraram como estavam se sentindo no momento. Para a educadora, Karina Barreto, é lindo ver o trabalho que está sendo realizado com as crianças desde cedo. “Uma criança de três anos falando sobre emoções e praticando Quietude e Atenção é maravilhoso. Eles têm apresentado resultados muito positivos em relação às atividades. Para mim tem sido muito gratificante ver a evolução deles, em saber nomear as emoções primárias e identificar essas questões em outras histórias”, diz a educadora. Na unidade, aproximadamente 158 crianças são contempladas com as atividades da metodologia.

Na comunidade de Paraisópolis, foi visitado o núcleo CEI Ser (Centro de Educação Infantil e Centro de Integração Santo Estevão Rei), que atende crianças e adolescentes no período das 17h30 às 23h30. A instituição beneficia cerca de 160 educandos com as atividades de Educação Emocional e Social. Para o educador, Edvaldo Fernandes Mendonça, é gratificante poder fazer a diferença na vida e no desenvolvimento das crianças. “Na idade que eles estão, a educação socioemocional tem ajudado bastante na questão de lidar com as emoções desagradáveis, como a frustração, por exemplo. Tenho uma aluna que recentemente me contou o quanto esse trabalho está fazendo a diferença na vida dela. Ela disse que está com a autoestima mais elevada, confiante e que melhorou o seu rendimento escolar. Por isso, acho extremamente importante saber respeitar e entender a singularidade de cada um. Todo esse aprendizado das emoções está fazendo muito sentido para eles”, destaca Edvaldo.

O coordenador de Voluntários e Parcerias das Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo, Gilson Amorim, fala da importância de proporcionar esse modelo de educação para crianças e adolescentes que são assistidos pelos núcleos socioeducativos. “Consideramos a Educação Emocional e Social algo transformador, principalmente hoje, que vivemos na era da internet das coisas onde tudo está interligado e conectado, e com essa quantidade de informação esquecemos de princípios básicos da vida. Ensinamos nossas crianças e adolescentes a adquirir esses princípios, e a metodologia tem nos direcionado no caminho certo para alcançar esse objetivo.”

 As Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo atendem crianças e adolescentes no período do contraturno escolar e disponibiliza diversos recursos que promovem o desenvolvimento, a integração e o bem-estar pessoal e social.

Fonte: Inteligência Relacional