Há cinco anos, Rio Branco tem se destacado pelo pioneirismo na implantação da Educação Emocional e Social nas escolas, que só agora, no ano de 2017, foi inserida na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em três das dez diretrizes vigentes. Mais de 9 mil alunos do Ensino Fundamental I são contemplados com conteúdos de educação socioemocional.

À frente da Secretaria Municipal de Educação do município de Rio Branco, no Acre, Márcio Batista é um grande apoiador da educação socioemocional e Cultura de Paz nas escolas e comunidade. Sempre engajado e envolvido com o desenvolvimento dos alunos e suas famílias, Márcio Batista se mostra confiante de que a educação municipal está no caminho certo.

A Avaliação de Resultados da metodologia de Educação Emocional e Social, validados pelo Conselho Federal de Psicologia e Literatura Psicométrica, mostram que 74% dos alunos melhoraram suas habilidades de relacionamento, ou seja,  os educandos estão mais comunicativos, empáticos e carinhosos, o que contribui para a melhoria da convivência. Ela também apresenta que houve um aumento de 71% das habilidades assertivas, ou seja, os educandos estão menos violentos consigo e com os outros na hora de comunicar suas necessidades, auxiliando na prevenção de comportamentos violentos e do bullying.

Outra grande conquista alcançada por meio do desenvolvimento da Educação Emocional e Social nas escolas municipais é a posição no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A cidade se destacou como a 3ª capital brasileira no ranking das capitais que proporcionam o melhor ambiente de oportunidades educacionais, e a 5ª com o maior IDEB. 

Para Batista, a compreensão sobre a educação como um processo amplo, rico e que envolve elementos da ação humana é que faz o diferencial na orientação pedagógica de Rio Branco. Em entrevista, o secretário comenta sobre alguns pontos da implantação. Confira!

A educação socioemocional em Rio Branco 

Já estamos há seis anos com esse trabalho na rede municipal num processo de constante amadurecimento, afirmações e convicções de que os componentes emocionais, de fato, fazem parte da vida das pessoas. Percebemos que isso tem redimensionado o próprio olhar do professor para o processo educacional, sendo incorporado numa formação continuada dos educadores, que vêm adotando estratégias muito interessantes de trabalhar com suas emoções e também com as emoções dos alunos.

Resultado observado na prática 

Temos uma percepção nítida de que os nossos professores, técnicos, coordenadores pedagógicos e gestores têm incorporado na sua dimensão profissional os componentes emocionais. Com isso, estamos observando um crescimento de novas habilidades socioemocionais, em que os alunos estão mais assertivos, motivados e tolerantes, favorecendo um novo clima nas nossas escolas e consequentemente a melhoria da aprendizagem.

A expansão da Educação Emocional e Social 

De tudo que temos feito na educação nesses últimos anos, a educação socioemocional é o que considero mais inovador e estratégico, uma vez que estamos promovendo uma formação integral dos indivíduos, sejam eles professores, a equipe escolar, os alunos e até a própria família. A educação numa sociedade que quer de fato construir novos valores precisa considerar a dimensão emocional como algo estratégico e fundamental, fazendo parte de políticas públicas.

Exemplo na prática

Vários são os relatos positivos do desenvolvimento da Educação Emocional e Social em Rio Branco. Como destaque, teve um caso numa escola de Educação Infantil, onde os pais se dirigiram até lá para saber o que estava acontecendo após seu filho fazer uma intervenção num conflito entre eles, pedindo calma, que eles respirassem e se controlassem e que o pai colocasse o ouvido próximo ao coração da mãe para ouvi-lo pulsando e vice-versa. Com isso eles ficaram surpresos, interromperam o conflito e foram procurar a escola para entender o motivo da criança não se impactar com a situação, conseguindo lidar com a própria emoção e fazendo uma intervenção com qualidade para por fim ao conflito e buscar um entendimento. Isso, sem dúvidas, é muito gratificante para todos nós da educação.

Fonte: Inteligência Relacional