Com a proposta de apresentar as práticas desenvolvidas em sala de aula, encontros foram destinados aos familiares dos alunos do Fundamental I

Na última segunda, quarta e quinta-feira (3, 5 e 6 de setembro), o colégio CERCOC, de Sertãozinho (SP), em parceria com a Inteligência Relacional, promoveu momentos de sensibilização com pais e responsáveis pelos alunos do Ensino Fundamental I (1° ao 5° ano), para apresentar as práticas da metodologia de Educação Emocional e Social em sala de aula. A inovação pedagógica passou a fazer parte da grade curricular da instituição no segundo semestre de 2017 e atualmente contempla crianças e jovens da Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II (1° ao 9° ano).  

Com a realização desse trabalho de educação socioemocional, aplicado em 1 hora/aula, uma vez na semana, é possível prevenir situações de estresse, bullying, uso e abuso de álcool e drogas, depressão e violência, por meio da empatia, do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação, alicerces da construção de uma Cultura de Paz, presentes na Lei Antibullying, sancionada em 14 de maio e também parte integrante da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Antes mesmo do documento ser homologado em 2017, o colégio CERCOC já havia se preocupado em proporcionar uma educação integral que vai além dos conteúdos curriculares tradicionais.

Para Gisele Patrícia Duarte, mãe do Pedro (2° ano), promover a união entre escola e família para trabalhar as emoções irá contribuir ainda mais para a formação de seu filho. “O Pedro comenta muito sobre as aulas de educação emocional em casa. Há um tempo eu já venho fazendo essa prática com “carinhas” para saber como foi o dia e a semana dele. Acho muito importante isso para que ele possa aprender a lidar com suas emoções e não ferir ou magoar outras pessoas, principalmente com essa “onda” de bullying. Unir escola e família em prol do desenvolvimento emocional é válido não somente para a formação profissional, mas também para a construção de um bom cidadão que possa viver em sociedade”, destaca.

A mãe do Joaquim (3° ano), Justina Alves Coelho Saran, fala da importância de se expressar e como as aulas têm refletido no comportamento de seu filho. “Na minha época, o modelo de educação era muito repressivo. A gente não podia falar e nem dar opinião e eu sofri muito com isso. Hoje, eu prezo para que meu filho seja bastante comunicativo e tenha total autonomia para se expressar. Ele sempre comenta sobre as atividades realizadas e tenho percebido que as práticas de educação socioemocional têm contribuído muito para esse desenvolvimento dele, pois ele está muito participativo e colaborativo”, comenta.

A psicóloga Tatiana Pignata Ortolan, mãe do Murilo (4° ano), destaca a relevância em promover uma educação integral. “Trabalhar as emoções e o autoconhecimento na escola é espetacular, pois constrói bases para a criação de valores individuais e coletivos. Quando você aborda as emoções, você consegue se enxergar e se respeitar melhor quanto as suas facilidades e dificuldades, por que só assim que você cresce e se desenvolve. Fico extremamente feliz que a escola esteja abordando isso desta forma, que abra esse olhar para o outro como ser humano que antes não era visto na educação”, celebra.

Empenhada no desenvolvimento da metodologia, a coordenadora do Fundamental I, Silvia Pestana, esteve presente em todos os momentos com os pais. “Tenho percebido que todos estão muito envolvidos com os conteúdos de Educação Emocional e Social, tanto os educadores, quanto os alunos.  Sinto os educandos mais calmos, mais empáticos uns com os outros, mais tolerantes, sabendo se respeitar e respeitar as diferenças dos amigos. Este momento com os pais é fundamental para que possamos fortalecer ainda mais esse trabalho para que seja dado continuidade também em casa. Estou muito empolgada e satisfeita com os feedbacks que tenho recebido e observado”, finaliza.