Proposta educacional se tornou componente curricular com foco na preparação dos jovens para as avaliações de desempenho e na redução de comportamentos violentos; parceria, implantada desde 2013, foi renovada a partir da Formação Inicial de educadores das 14 Gerências Regionais de Educação 

Implantado de forma pioneira pelo Governo da Paraíba, desde 2013, o programa de Educação Socioemocional, desenvolvido por meio de uma parceria com a empresa Inteligência Relacional, entra, em 2019, como componente curricular das escolas de Ensino Médio, algo inovador no país. Na prática, de forma sistemática, os alunos trabalham o desenvolvimento da consciência, da autonomia e da regulação emocional, por meio da concentração, da tolerância, da autoestima, e da aprendizagem de competências socioemocionais e habilidades de vida e bem-estar.

Tudo isso acontece com o apoio de um material pedagógico exclusivo, composto por livros com recursos psicopedagógicos e também por meio de atividades práticas, entre elas, o Momento das Emoções, Grupo de Diálogo e Quietude e Atenção. Com isso, os alunos aprendem a compreender melhor suas emoções e as emoções do outro, regular a intensidade do que estão sentindo, automotivar-se e desenvolver técnicas de concentração em momentos de avaliações de desempenho como o ENEM, por exemplo. Além disso, a disciplina contribui ainda para o desenvolvimento integral dos alunos, preparando-os para lidar com os momentos de desafios da vida acadêmica, profissional e pessoal.

Para o Secretário de Educação da Ciência e Tecnologia (SEECT), Aléssio Trindade, essa inovação da Educação Socioemocional em 2019 chega para consolidar um modelo de Ensino Médio da Paraíba, que compreende o estudante de forma integral. “Nosso olhar vai além da aprendizagem dos conteúdos tradicionais e do modelo tradicional do ensino. Tudo isso é algo muito forte que está acontecendo na Paraíba e nos coloca na vanguarda da educação do nosso país. Com este trabalho, lançamos um olhar cuidadoso para a questão emocional dos nossos jovens, promovendo as competências do século XXI e destacando o protagonismo estudantil.”

O programa de Educação Socioemocional, da Inteligência Relacional, aplicado nas escolas estaduais da Paraíba, integra e articula diversas contribuições científicas baseadas em humanistas, sociólogos e filósofos, divididos em um eixo emocional e um social. A inovação pedagógica também é alinhada a todas as competências gerais da educação básica previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e pela Lei Antibullying.

Formação dos educadores

Visando a uma melhor aplicação do programa nas escolas, entre os dias 14 e 21 de março, professores, gestores e coordenadores do Ensino Médio de todas as 14 Gerências Regionais de Educação (GREs) da Paraíba, receberam uma Formação Inicial. Na ocasião os consultores pedagógicos da Inteligência Relacional apresentaram os fundamentos, conceitos e recursos que permeiam o desenvolvimento teórico e prático do programa e, ainda, apresentaram o cronograma previsto de atividades e todo o material pedagógico disponibilizado para os educadores e educandos da rede estadual.   

Na avaliação de Marynice Karla, educadora do Ensino Médio no Centro Profissionalizante Deputado Antônio Cabral, em João Pessoa, a Formação ampliou ainda mais suas expectativas com o programa. “Eu tenho acolhido muito bem essa proposta educacional. Pesquisei, vim participar da formação e farei tudo que for necessário para que eu e meus alunos cresçamos dentro dessa disciplina. Nossos estudantes precisam desse acolhimento para a vida e já tenho vivenciado o resultado disso na prática. Percebo uma melhoria da autoestima deles e a redução de violência, tudo isso devido à consciência emocional que cada um passou a ter de si e do outro”, ressaltou.

Já a professora Maria Joseny de Lima, que atua na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Coriolano de Medeiros, em Patos, no sertão do estado, avalia a formação como um momento de grande aprendizado, em que foi possível tirar dúvidas e conhecer ainda mais as ferramentas do programa. “Tenho como perspectiva para 2019 a ampliação do trabalho emocional em sala de aula, tratando de vários fatores, entre eles a autoestima, a paz, o relacionamento humano e a identidade dos nossos alunos e de nós, educadores, para que possamos dar o melhor e ajudar os jovens a compreender suas emoções”, completou. 

Fonte: Inteligencia Relacional