Educação Emocional e Social

Educação Emocional e Social

Quais os desafios da sociedade contemporânea?

Violência, falta de diálogo, bullying, evasão escolar, discriminação, uso de drogas, desinteresse acadêmico, intolerância, medo, desrespeito, agressões físicas e psicológicas.

Atualmente, vemos crianças e adolescentes pouco assistidos no âmbito educacional e familiar. A violência chama a atenção e percorre os corredores da escola e até os lares de muitas comunidades em forma de intolerância, falta de diálogo, discriminação, desrespeito e até agressões físicas e psicológicas. O bullying, prática de atos violentos, intencionais e repetidos contra uma pessoa indefesa, é visto com frequência nas relações atuais. Tudo isso faz parte de uma realidade que reflete diretamente no desenvolvimento das crianças e dos jovens.

Vivemos uma cultura imediatista, que privilegia questões acadêmicas e intelectuais ao desenvolvimento humano. O excesso de disciplinas e a forma desarticulada como o conteúdo é desenvolvido geram um aprendizado pouco eficiente, desempenho funcional abaixo do esperado e, consequentemente, evasão escolar. As pesquisas mostram que uma das causas mais frequentes da desistência de muitos alunos é o seu desinteresse pelo conteúdo apresentado nas escolas.

Neste contexto temos também a influência da família, cujo papel é fundamental na educação e construção do futuro, mas que está, em sua maioria, desinformada e despreparada para a ação educativa. Questões como autonomia, liberdade, autoridade, medo, violência, diálogo, amor e prevenção ao uso de drogas precisam fazer parte do dia a dia dos lares brasileiros.

Construir um novo olhar de gestores, educadores, pais e responsáveis, especialmente relacionado com as habilidades do bem-estar, do viver e do conviver, representa o desafio principal das lideranças políticas e educacionais. Necessitamos de uma ação educativa preventiva básica que possa, além da educação convencional, desenvolver a estrutura ética e emocional das pessoas.

Como podemos transformar essa realidade?

Concentração, tolerância, construção da pax, sociedade mais pacífica, convivência, aprendizado, autoestima, felicidade, melhoria da relação com o outro.

As emoções são o maior desafio educacional deste século. A Educação Emocional e Social é um processo educativo, regular e permanente, que busca desenvolver consciência, autonomia e regulação emocional.

Educar para as emoções significa educar para a paz, ou seja, reconhecer a importância das emoções na vida de todas as pessoas e tratar o tema de forma estruturada e sistemática, de modo que a convivência possa ser melhorada. O centro da vida é a convivência. Só vive bem quem sabe conviver bem. A Educação Emocional é o caminho para a construção da paz na sociedade.

Com Educação Emocional e Social evitam-se situações de estresse, consumo de álcool e drogas, depressão e violência por meio do desenvolvimento da concentração, da tolerância, da autoestima, do aprendizado de competências emocionais e habilidades para solução de conflitos. Tudo isso gera melhoria da relação com o outro e, consequentemente, uma sociedade mais pacífica.

Educar para as emoções é sinônimo de educação para a paz, e a paz individual é condição fundamental para a promoção da paz coletiva.