Educação emocional funciona como uma disciplina comum, com livros, aulas, avaliações e comportamento pedagógico. 

A inserção da educação emocional no currículo das escolas da rede estadual da Paraíba reduziu os comportamentos problemáticos dos alunos em 30%, em um período de três anos, segundo levantamento da organização Inteligência Relacional. De acordo com o fundador da organização, João Roberto de Araújo, o método Liga Pela Paz foi aplicado na Paraíba em 2013 e hoje é realidade em 653 escolas de 223 municípios.

O levantamento considera comportamentos problemáticos a agressividade destrutiva, a ansiedade excessiva, o desinteresse acadêmico, a hiperatividade, a depressão, o retraimento social e queixas sintomáticas. Destes, o que teve maior redução foi a agressividade destrutiva, que atingia 19,7% dos 12.176 dos estudantes avaliados antes da aplicação da metodologia. Hoje, 13% apresentam o comportamento.

A organização também avaliou habilidades emocionais e sociais dos estudantes. A conclusão foi que os comportamentos socialmente habilidosos - como habilidades de relacionamentos, assertivas, acadêmicas e de autocontrole - tiveram um aumento de 28%.

Araújo explica que a avaliação é feita com base na percepção dos professores. “A violência é um assunto complexo, porque tem a física, com lesões corporais, mas também tem a psicológica, quando se maltrata a pessoa sem atingir fisicamente”, comentou.

A educação emocional funciona no currículo escolar como uma disciplina comum, com livros, aula uma vez por semana, avaliações contínuas e acompanhamento pedagógico. A metodologia pode ser aplicada em qualquer escola. Segundo a Inteligência Relacional, a Paraíba tem o maior volume de escolas utilizando o método no Brasil.

“A educação não pode ser apenas a lógica matemática, linguística, passar no vestibular. A gente precisa que as escolas eduquem para a vida. E as emoções têm um papel muito importante. Precisamos conversar com as crianças desde cedo sobre medo, ciúme, raiva, ansiedade. Todas as emoções contribuem para o nosso desenvolvimento”, explicou.

Fonte: G1, Rádio Novo Horizonte, Uirauna, Portal Arara, Rádio Gabriela FM, 95 FM Sumé e Portal Santo André em Foco