Formação Inicial da Metodologia Liga Pela Paz para educadores fortalece o trabalho com jovens, crianças e famílias.

O ano de 2017 começa com novos desafios e grandes expectativas para as sete Obras Sociais do Mosteiro São Geraldo, em São Paulo. Fortalecidos para o preparo de um novo ano, os educadores e gestores das instituições participaram dos dois dias de Formação Inicial, 02 e 03 de fevereiro. Foi um momento em que 136 educadores puderam rever conceitos, revisitar práticas, aprofundar os conhecimentos sobre o AVA, compartilhar experiências vividas e apresentar resultados do desenvolvimento nos dois anos anteriores de Educação Emocional Social por meio da Metodologia Liga Pela Paz.

A educadora do CCT Paraisópolis, Patrícia Peroti, é nova na instituição, mas já deposita grande esperança na metodologia. “Estou na educação há 25 anos e pela primeira vez posso ver, na prática, aquilo que tínhamos como discurso: a importância de trabalhar com educação emocional. Os materiais que vamos usar, as práticas em sala vão ser minha melhor matéria-prima para lidar com as crianças. Mais do que isso, como mãe de duas meninas já estou modificando meu olhar sobre muitas coisas, de maneira mais amorosa e pensando mais nos resultados do diálogo”, informou Patrícia.

Representante da Monte Kemel, a educadora Edmara Carla de Souza já está no terceiro ano com a Liga Pela Paz e em 2017 vai trabalhar com as crianças do Ensino Infantil. “O diálogo com essas crianças se dá na medida em que propomos brincadeiras e, por meio delas, elas podem vivenciar sensações. O material da metodologia nos norteia para isso e como, nessa idade, elas começam a identificar as emoções. Aproveitamos as atividades propostas para trabalhar e intensificar esse desenvolvimento. Uma experiência ímpar no crescimento emocional das crianças”, relata Edmara.

Cristina Hirata, educadora da Vila Morse, também trabalha com a Liga Pela Paz desde o início e se sente muito alinhada. “Trabalho com pequenos de 3 e 4 anos e sei que é preciso ter muita paciência, fazer um trabalho de formiguinha, conversar, usar palavras adequadas, ser carinhosa e criar mecanismos internos de compreensão, porque a criança não se expressa como nós. Mas pelo sincretismo dela podemos observar a que tipo de emoção ela se refere. Para nós, educadores, o que temos disponível é riquíssimo e favorece essa socialização”, coloca Cristina.

A coordenadora da unidade Dona Diva, Miriam Roberta Ellen, ainda em 2014, conheceu o professor João Roberto de Araújo, idealizador da metodologia, e desde então vem trabalhando as emoções com 120 crianças e adolescentes do CCA. “A retomada de forças, a proposta de revitalização das obras sociais e o reforço dos laços com a Liga Pela Paz para mais um ano é um alento a todos os envolvidos. Tudo isso ficou muito claro durante a Formação Inicial que fizemos, envolvendo tantos educadores. Hoje somos um corpo único, com um olhar diferenciado para nossas crianças. Temos estabelecida uma relação de confiança em que todos podem e conseguem falar de seus sentimentos”, encerra Miriam.

Fonte: Inteligência Relacional